Newton e a gravitação
| Desde a Antigüidade tem havido interesse em se desvendar os mistérios do Universo em que vivemos. A necessidade de escolher a melhor época para o plantio e a colheita de alimentos fomentou a observação de astros e estrelas, a fim de desvendar o mistério dos fenômenos cíclicos naturais. Assim floresceu a Astronomia desde a Antigüidade. Ao longo do tempo foram se sucedendo teorias para explicar o dia e a noite, as estações do ano e a própria concepção do Universo. Em particular, o sistema solar foi interpretado de diversas formas até chegar às leis de Kepler, que descrevem satisfatoriamente o movimento dos planetas:
3ª lei de Kepler: Os quadrados dos períodos de revolução dos planetas são proporcionais aos cubos dos raios de suas órbitas. onde G é uma constante universal, O valor de G é A direção da força é a da reta que une os centros dos dois corpos e o sentido é o de atração mútua, como na figura ao lado. As leis de Newton são absolutamente válidas no sistema solar. Até em estrelas duplas pode-se observar a atração que uma estrela exerce sobre a outra. Observe a fotografia de um aglomerado estelar globular e o interessante comentário de Feynman (prêmio Nobel de Física): "Que a lei da gravitação é verdadeira até em distâncias maiores está indicado na figura abaixo. Se alguém não enxerga a gravitação agindo aqui, ele não tem alma. Esta figura mostra uma das coisas mais bonitas no céu, um aglomerado estelar globular. Todos os pontos são estrelas." Se as massas se atraem pela gravitação, então por que não andamos trombando uns contra os outros? Pode-se mostrar, por exemplo, que a interação gravitacional é muitíssimo mais fraca que a elétrica, comparando-se a força de repulsão elétrica entre dois elétrons com a força de atração gravitacional entre eles. Os elétrons se repelem violentamente. |
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