Efisica

Medições no Cotidiano

 


Vamos medir alguns objetos do cotidiano e organizar os dados experimentais sistematicamente. Dessa forma teremos a possibilidade de rever e/ou criticar o procedimento posteriormente.

 

1. Medições do comprimento de uma folha de papel

Utilize uma régua para medir o comprimento e a largura de uma folha de papel sulfite (ou semelhante). Organize os dados obtidos em uma tabela. Faça várias medidas em posições diferentes no papel.

Tabela 1 - Medida das dimensões de uma folha de papel com uma régua
 

Comprimento (mm)

 

Largura (mm)
 
Média      
Desvio      

Calcule o valor médio, somando todos os valores obtidos e dividindo pelo número de medidas. Obtenha o desvio máximo do conjunto de medidas através da relação (valor máximo - valor mínimo)/2.

Se você usa uma régua, a menor divisão é o mm e, em algumas situações, você nota que a medida não é exata em mm. Nesse caso, você tem que avaliar (chutar) um valor intermediário entre dois valores exatos.

medindo com regua um livro


Use o bom senso! Muito dificilmente você pode dividir o mm em dez ou cinco partes iguais e avaliar 0,1mm ou 0,2mm, respectivamente.

Já um quarto da divisão depende da perfeição dos riscos da régua. Se os riscos são desiguais e as divisões também não são iguaizinhas, então não tem sentido usar ¼, ½, ¾ de divisão. Em geral, com réguas escolares a uniformidade só admite estimar metade da divisão, isto é, 0,5mm.

 

2. Medições da sala de aula

Utilize agora uma trena para medir o comprimento e a largura da sala em que você está.

Organize os dados em uma outra tabela completa. Observe se as medidas foram feitas corretamente. Estime quanto você pode errar ao efetuar as medidas. Compare com o desvio das medidas efetuadas.

medindo com trena uma janela

Compare os desvios obtidos nos dois itens acima.

Agora você já usou uma régua e uma trena. Vamos analisar alguns pontos.

Vamos medir 30cm da régua com a trena. Vamos medir também com outras réguas. Certamente não deu o mesmo valor com todos os instrumentos. Qual está "certo"?

Para saber qual instrumento está certo, seria necessário ter em mãos um padrão. Existem padrões primários e secundários e são utilizados somente para aferir padrões menos "nobres", que são os mais encontrados e reproduzidos. Existem escalas metálicas (réguas) milimetradas e de alta precisão. O seu preço reflete claramente como esses instrumentos são confeccionados e aferidos cuidadosamente e podem ser usados como referência.

 

3. Utilizando escalas

Você certamente já deve ter sentido a necessidade de saber a distância entre dois pontos numa cidade.

Por exemplo, no mapa das ruas de São Paulo, pegue a página de interesse. As escalas apresentadas nos mapas originais representam a conversão que deve ser feita. Por exemplo, 1:2000 significa: um cm do mapa corresponde a 2000cm na realidade, o que corresponde a 20m. Então 10cm correspondem a 200m e assim por diante. Em outros casos, existe uma escala, uma barra indicando 0 a 10km, por exemplo.

Meça a escala apresentada de 10km em 1 cm. Meça com a sua régua a distância entre os dois pontos do mapa. Use a regra de três para obter em km a distância procurada.

Vamos usar o mapa e calcular o comprimento da raia olímpica da Cidade Universitária.

Agora pegue um mapa do Brasil, descubra qual a escala utilizada e descubra qual é a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro. Compare o valor obtido com o de experiências anteriores vivenciadas numa viagem casual.

Observe que você está fazendo as medidas em linha reta!


 

 

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